A CONVIVÊNCIA DEMOCRÁTICA COMO POLITEÍSMO DE VALORES

 

Bernardo Sorj  

(Professor titular de Sociologia – UFRJ; diretor do Centro Edelstein de Pesquisas Sociais e do Projeto Plataforma Democrática – PPD)

 

As culturas, seja na forma de religiões, sistemas legais ou normas de conduta sustentadas na tradição, produzem mapas cognitivos que indicam o que é certo e o que é errado. Eles são o fundamento a partir do qual desenvolvemos nossa capacidade de julgar e nossas ideias de um mundo desejável.

A existência de marcos normativos estruturadores da vida social – entre os quais a Declaração Universal dos Direitos Humanos das Nações Unidas – não elimina, porém, as incertezas e dilemas que enfrentamos em situações concretas. A razão é que as sociedades são sistemas complexos, que só podem ser organizados utilizando múltiplos valores, direitos ou normas. Embora possam ser apresentados como um conjunto coerente, estes, em situações concretas, muitas vezes se contrapõem, exigindo capacidade criativa e a realização de escolhas, por vezes, dolorosas.

 

Politeísmo de valores

Politeísmo é usado por autores diversos, como o Papa Benedito XVI [1], Max Weber[2] ou Richard Rorty [3], para descrever um mundo onde os indivíduos se orientam por uma variedade de valores que dão sentido a suas vidas. Certamente para o Papa Benedito VI se trata de um fenômeno negativo, pois teria se perdido a unidade do sentido da vida dada pelo mundo organizado pela teologia (católica, no caso do Papa), enquanto que para Weber é um conceito descritivo usado para criticar a visão dos socialistas que acreditavam que era possível construir uma sociedade fundada somente em valores solidários. Finalmente, para Rorty ela é apresentada como a visão de mundo mais adequada a uma perspectiva democrática.

Como Weber e Rorty, falamos de politeísmo num sentido metafórico.  Portanto a noção de politeísmo, tal como utilizada neste texto, não tem nada a dizer sobre a existência ou não de um deus criador do mundo, nem supõe que os monoteísmos religiosos[4] não tenham lugar num mundo orientado pelo politeísmo de valores, ou que o “politeísmo” contemporâneo seja similar ao da Antiguidade. Pelo contrário, como veremos, num mundo orientado pelo politeísmo de valores o monoteísmo religioso não é excluído, mas deve aceitar a convivência com outros sistemas de valores e sentidos de vida. Da mesma forma, o politeísmo de valores não propõe um retorno à “Antiguidade”, a existência de diversos entes transcendentais, o que seria anacrônico, mas o reconhecimento de que em sociedades democráticas não existe uma única crença ou valor que possa ser a base moral e medida de todas nossas decisões e da convivência com os outros.

Nossa postura se aproxima de Rorty no sentido que acreditamos que o desafio da sociedade democrática moderna é completar o processo de secularização iniciado no Renascimento, superando os resquícios de monoteísmo cognitivo e emocional que se expressam tanto em forma de fundamentalismo religiosos como ideológicos. Esta afirmação, como veremos, não significa promover o relativismo cultural, mas de criar as condições de um diálogo entre culturas pela valorização da liberdade e da autonomia dos indivíduos.

 

O diálogo inter-religioso é fundamental para uma sociedade baseada no politeísmo de valores

 

Globalização e cultura democrática

O mundo em que vivemos passa por um processo de crescente globalização, e a convivência entre diferentes culturas pode ser tanto enriquecedora do acervo de cada uma e para o conjunto da humanidade, como pode levar a conflitos destrutivos. O mundo globalizado exige uma reflexão mais ampla daquela que apresentamos neste texto. Ele se refere somente a sociedades onde predominam religiões monoteístas, o que não se adequa a muitos países na Ásia e na África, onde mesquitas, igrejas ou sinagogas, não tiveram um papel similar na organização da vida política e na produção de saber. Inclusive o Brasil, onde o monoteísmo assumiu características próprias, sustentado numa igreja pouco densa institucionalmente, criou formas de convivência com outras tradições religiosas, que exigiria uma análise diferenciada. Aqui o monoteísmo sincrético possui dimensões politeístas, como bem exemplifica a auto definição do físico Cesar Lattes: “Eu me declaro agnóstico, mas sou católico, apostólico, romano, batizado, crismado, comungado, duas vezes… e também stalinista, cristão-ortodoxo e animista”.[5]

O horizonte de um mundo que não é mais eurocêntrico tem produzido um giro cultural (cultural turn) nas ciências sociais. A visão de mundo, que dominou as ciências sociais desde suas origens até poucas décadas atrás, supunha que o trunfo da modernidade ocidental era inexorável. Certamente havia diferenças na caracterização deste processo, porém tanto marxistas como funcionalistas acreditavam que as sociedades do mundo contemporâneo terminariam abraçando os valores do Iluminismo, seja na sua versão capitalista-liberal ou revolucionária-comunista. Na medida em que a presunção era que um modelo cultural se imporia universalmente, o papel dos sociólogos era o de analisar as estruturas sociais e os processos pelos quais se dava a mudança social.

As teorias de convergência universal, sejam liberais ou marxistas, são cada vez mais difíceis de sustentar. Com o fim da União Soviética, a velha oposição entre a narrativa comunista e a narrativa liberal perdeu a força polarizadora e aglutinadora, que durante um longo período manteve submersas outras alternativas civilizatórias. De forma crescente, com a relativa perda de poder econômico do Ocidente e a emergência de novos pólos geopolíticos de poder, entramos num período de fragmentação do sistema de governança global, no qual a cultura Iluminista surgida na Europa perdeu a capacidade de impor sua visão de mundo.

A globalização cultural promovida pelas formas massificadas de consumo e os novos sistemas de comunicação produziram tendências opostas e inter-relacionadas: a homogeneização cultural por um lado e a reação contra ela por outro. O capitalismo triunfou a nível global, mas o que se espalhou não foi a cultura democrática-liberal e sim formas variadas de regimes políticos com componentes autoritários, que se legitimam tomando como referência a defesa de identidades e tradições locais. Estas “tradições” [6] por vezes se afastam e muitas vezes se contrapõem ao modelo promovido pelo ocidente, centrado na separação entre Estado e Igreja, nas liberdades e direitos individuais, incluindo as mais recentes, como os de gênero e orientação sexual.

A perda de capacidade de hegemonia exterior se expressa nas ciências sociais como crise de autoconfiança sobre a validade da narrativa que durante séculos sustentou as sociedades e a expansão do Ocidente no mundo. O grande tema das ciências sociais passou a ser o da convivência e respeito de identidades culturais diversas e divergentes, tanto em escala internacional, mas também no interior das sociedades liberais, onde o conflito social passou a se concentrar em torno do tema de identidades étnicas, religiosas, raciais e de gênero. Implodiu assim a formatação que sustentou os Estados modernos no Ocidente, fundados numa visão bipolar, de promoção de valores igualitários e universalistas por um lado e identidades nacionais particularistas e excludentes pelo outro.

Como resultado deste novo quadro político e cultural as ciências sociais abandonaram seu foco nas estruturas sociais nacionais para valorizar as diversas identidades culturais, no qual a sociologia foi marginalizada pelos cultural studies e o paradigma da modernidade foi ocupado pela pós-modernidade.

O conceito que melhor expressa o atual momento da cultura ocidental, e que tomou conta do imaginário das ciências sociais dos estudos culturais, é o de pós-modernidade.   A visão pós-moderna surgiu como uma crítica tanto da visão marxista como da versão liberal da história. A crítica pós-moderna argumenta que a primeira teria levado ao surgimento de sociedades totalitárias e a segunda, ao imperialismo. Para o liberalismo e outras visões de mundo seria produto do atraso, ou, no caso do comunismo, de distorções ideológicas. Para ambos existiria uma “história universal” que convergiria no mundo moderno, seja capitalista ou comunista, sustentado na crença do progresso guiado pela razão, a ciência e a tecnologia, que terminaria se impondo globalmente.

O argumento básico da visão pós-moderna é que toda versão da vida social é uma das infinitas narrativas possíveis, cada uma sendo verdadeira para aqueles que acreditam nelas, não existindo verdades universais. Apresenta-se assim como uma crítica às ideologias totalitárias que pretendem conhecer o sentido da história, e da cultura ocidental, que esconde seu projeto hegemônico apresentando-se como porta-estandarte de valores universais. O principal conceito mobilizado pelos cientistas sociais para sustentar esta perspectiva é a teoria da “construção social da realidade”, ou seja, os conceitos e valores compartilhados por um grupo são construídos em contextos sociais e históricos determinados, produzindo narrativas válidas somente para aqueles que compartilham as mesmas crenças e significados

Alex, protagonista do filme Laranja Mecânica (1971), sendo “reeducado” pelo Estado. O uso totalitário da ciência e da tecnologia para controlar os indivíduos é um fenômeno da pós-modernidade

A crítica pós-moderna representa uma contribuição importante para a auto compreensão da vida social, mas dá lugar a paradoxos quando refletimos sobre suas implicações práticas. Afirmar a relatividade e historicidade de qualquer crença apresenta um problema normativo e cognitivo, pois ela pode implicar que a própria teoria da construção social da realidade é também ela mesma uma construção cujo valor explicativo se restringe a aqueles que compartilham do contexto dentro da qual ela se origina: a cultura científica ocidental.  Acontece que não é esta a postura valorativa que assumem os que acreditam na teoria da construção social da realidade. Para eles se trata de uma visão mais adequada para entender as mais diversas culturas e o caminho mais adequado para conviver com a diversidade. Em suma, acreditam que uma interpretação do mundo onde ninguém possui uma verdade universal e absoluta é normativamente superior. Sendo assim, não podem iludir o corolário: a sociedade onde esta visão de mundo foi gerada, a sociedade democrática, é normativamente, senão cognitivamente, “superior” ou mais adequada que as outras visões de mundo.

A visão pós-moderna não implica, portanto, abandonar todo julgamento sobre o valor da própria cultura. A crítica à intoxicação imperial que caracterizou a cultura ocidental não significa que devemos cair num relativismo que considera equivalente “saberes pós-coloniais”, que festejam culturas não-ocidentais, cujas práticas estão distantes do respeito a direitos humanos básicos, e que ancestralmente se sustentavam no autoritarismo, na  opressão e exploração de outros povos,  no patriarcalismo, e que oprimiam suas populações e os povos conquistados.[7]  Este pós-modernismo representa uma  postura romântica, que idealiza o passado e que esquece que as lutas culturais estão inseridas em complexos jogos e interesses de poder.

Sustentar o respeito da diversidade cultural não exige abandonar os valores do Iluminismo, mas aprofundá-los. Isto implica em assumir uma visão politeísta dos valores, superando componentes monoteístas (em relação a valores) que ainda permeiam a cultura ocidental.

 

 Politeísmo: antigo e moderno

Weber introduziu nas ciências sociais a noção de politeísmo de valores no seu debate – geralmente mais implícito que explícito – com pensadores socialistas e católicos.   Segundo Weber a crença de que a sociedade pode se orientar por um único valor – no caso a solidariedade – era irrealista. Paradoxalmente, a visão do processo histórico de Weber, na qual o monoteísmo aparece como um passo adiante no processo de racionalização da sociedade, não deixa de ser convergente com uma historiografia e ideologia durante muito tempo dominante no Ocidente, que afirma que o monoteísmo significou um avanço inquestionável no processo civilizatório.

Nas últimas décadas o valor positivo do monoteísmo religioso foi questionado por uma variedade de autores. Para os críticos desde uma perspectiva feminista, o monoteísmo foi denunciado pelo seu caráter patriarcal e pela exclusão de divindades femininas.[8] Para outros, o monoteísmo implicou numa visão totalitária, excludente, que define como falsa qualquer outra crença.[9] Enquanto nas sociedades politeístas o culto a um (ou vários) deus(es) não supunha que outras crenças eram falsas, no monoteísmo toda outra crença é denunciada como inimigas da única verdade, a própria.  Vale lembrar que no mundo greco-romano, os judeus primeiro, e os cristãos depois, eram considerados ateus, pois negavam e eram intolerantes com aqueles que acreditavam na existência de outros deuses.

De fato, para dar conta da condição humana, com seus conflitos de sentimentos, desejos e interesses, as teologias tiveram que aceitar a existência de “sub-deuses”, como o diabo e os anjos. Ao mesmo tempo que reconheciam a liberdade humana, ela simultaneamente era reduzida a uma única escolha: o caminho de Deus ou do pecado. Mas inclusive vivendo “dentro da fé” os indivíduos continuaram a ter que fazer escolhas entre a diversidade de valores promovidos pela religião.

Em suma, o monoteísmo religioso não suprime os conflitos e antinomias entre diversos valores e a necessidade de fazer escolhas de interpretação sobre o sentido dos textos sagrados. O que o monoteísmo procura é delimitar e interpretar em forma unívoca o espaço do que é permitido incluir na conflitualidade constitutiva da experiência humana, enquanto o politeísmo reconhece a conflitualidade como inerente a vida, e, no caso do politeísmo moderno, transfere ao indivíduo a responsabilidade e o direito de definir a forma como fará suas escolhas, tendo como única limitação as interdições legais.

A valorização do politeísmo antigo deve ser tomada no sentido metafórico e não como uma proposta de retorno ao passado, pois o politeísmo moderno se sustenta em outro contexto sociocultural. O politeísmo antigo era produto de um sistema de crenças que aceitava múltiplos deuses como parte da tradição e não em nome da liberdade e pluralismo que sustentam a cultura ocidental.

Enquanto no politeísmo da Antiguidade, a diversidade de valores e motivações era atribuída a deuses diferentes, cada um representante de uma qualidade particular, sendo as pessoas seus instrumentos, no politeísmo moderno são os indivíduos que assumem como seus os valores e paixões, e, portanto são responsáveis pelas suas ações.  Antigamente, as dimensões mágicas e mitológicas permeavam todos os aspectos da vida social, enquanto nos tempos modernos a diferenciação institucional e o papel da legitimação científica e da livre argumentação fundada na razão, delimitaram o espaço das crenças transcendentais no espaço público.

O que está em jogo no conflito politeísmo versus monoteísmo como regimes de verdade não são, portanto, as crenças que cada um carrega, mas o sistema de poder institucionalmente organizado que respeita as “verdades” de cada um. Para o monoteísmo (político), o indivíduo deve se submeter à comunidade (que na prática corresponde ao “clero”, aqueles que possuem as chaves dos portões da interpretação da tradição) enquanto que para o politeísmo (político) corresponde a cada indivíduo encontrar seu caminho e procurar convencer os outros. Ou, colocado em forma diferente, inclui a liberdade individual como um “deus” no panteão dos valores que são fundamentais para organizar a convivência social.

O politeísmo moderno é profundamente diferente ao do mundo antigo.  Ele é permeado pela crença na capacidade do uso da razão para organizar a sociedade e tomar decisões. A ciência e a tecnologia ocuparam boa parte do espaço (tanto no mundo físico, como biológico e psíquico) que anteriormente era dominado por práticas mágicas e animistas (inclusive em sociedades controladas por religiões monoteístas). O utilitarismo (a tomada de decisões a partir do cálculo de suas consequências em termos de bem-estar/felicidade pessoal) substituiu em boa medida a conduta orientada pelo cumprimento de normas ditadas pela tradição. Trata-se neste sentido de um mundo “desencantado”, onde o indivíduo deve decidir cada passo sem as certezas vinda do mundo sagrado, onde o sentimento de mundo se concentra nos percalços da vida cotidiana, onde a finitude não encontra refúgio em sentimentos de resignação e/ou identificação com poderes e destinos transcendentais.

Estas características levaram muitos autores, e alguns movimentos ideológicos, a uma crítica da vida moderna, como sendo um retrocesso e empobrecimento em relação a um passado onde a maioria das pessoas era paupérrima, a mercê das inclemências naturais e doenças, porém com uma vida mais plena de sentido.

O mundo politeísta fragiliza a ação coletiva, pela atomização em torno a indivíduos que tem como prioridade seus interesses e visões de mundo particulares, dificultando a construção de consensos que orientem a construção de sociedade além de reações a questões conjunturais. O encantamento produzido pelos bens de consumo é tão real quanto insuficiente.

Não existe argumento “objetivo” sobre qual dos mundos é preferível. O analista pode argumentar que o mundo desencantado tende a se impor pelas mais variadas razões, e particularmente por sua eficácia em dar respostas aos problemas mundanos – a começar por curar doenças -, mas isto não constitui um critério normativo para aceitá-lo. Como todo universo cultural, a modernidade se sustenta em crenças, e o desencantamento produz fragilidades existenciais e sentimentos de incerteza que geram surtos “monoteístas”, que colocam em questão os valores democráticos.

A construção de sentido no mundo contemporâneo coloca desafios formidáveis, tanto no interior das sociedades nacionais como na construção de uma governança global orientada por valores comuns. Neste esforço, as religiões transcendentais tem uma contribuição a dar, desde que sejam capazes de transmitir seus valores sem referência a princípios de autoridade divina. O mesmo vale em relação a “tradições” do passado que podem ter vigência no mundo atual, mas que não se sustentam se justificadas em nome de saudosismos que muitas vezes refletem idealizações de um passado que nunca existiu.

 

Conclusões

O conflito de valores é inerente à vida social. Ele não é um conflito entre sistemas de valores (religiosos e não religiosos), e, inclusive no interior do discurso político da modernidade, a liberdade, a igualdade e fraternidade, são na prática, até certo ponto contraditórias. A sociedade democrática se funda no reconhecimento que os indivíduos convivem com vários sistemas de valores, que podem apresentar em situações concretas características antinômicas, e cabe a cada indivíduo negociar, na sua subjetividade e no espaço público, a “síntese”, que sempre será precária e contextual.

Assumir o politeísmo de valores como a crença constitutiva da convivência numa sociedade democrática coloca o debate intelectual e político num patamar diferente do que a afirmação de que toda crença é relativa, proposta pelos pós-modernos, ou da tolerância liberal. Sem deixar de reconhecer que a vida social se sustenta sempre em valores socialmente construídos, o que faz com que nenhum deles tenha o direito de se assumir como único verdadeiro, a democracia é o único regime político onde esta visão tem direito a existir e florescer.

Acreditar que existe um único valor “superior” ao qual todos os outros devem se submeter e se necessário eliminar, abre o caminho para o totalitarismo, religioso ou secular. Tanto a vida em sociedade como a vida interior dos indivíduos se encontra imersa em conflitos de valores. Todos nós carregamos vários “outros”, e todos os sistemas, valores e crenças são contraditórios, inclusive os fundados na razão. Seus conflitos respondem ao drama comum da condição humana e da vida em sociedade.

 

 

Este artigo é uma versão resumida e parcialmente modificada do texto “ A convivência democrática como politeísmo de valores”, publicado na  Revista Estudos Avançados. Vol.30 no.86 São Paulo jan./abr. 2016.

 [1] Sandro Magister “The New Polytheism and its Tempter Idols”

[2] Max Weber, Max (1958) ‘Science as a Vocation’, in H.H. Gerth and C. Wright Mills (eds) From Max Weber: Essays in Sociology. New York: Oxford University Press, 1948. (1949), The Meaning of “Ethical Neutrality” in Sociology and Economics, in Edward A. Shils and Henry A. Finch (eds.) The Methodology of the Social Sciences,Illinois:  the Free Press of Glencoe, 1949.  Ver também Julien Freund. “Le Polythéisme chez Max Weber”,   Archives de sciences sociales des religions.  Volume 61  Année 1986.

[3] Richard Rorty, “Pragmatism as Romantic Polytheism”. The New York Times.

[4] Isto é, doutrinas reveladas por Deus para certos indivíduos de qual seria a expectativa Dele sobre o certo e o errado e o caminho de salvação das almas.

[5] Entrevista. Canal Ciência. (Acesso em 06.02.2015)

[6]  “Tradições”, entre aspas, pois muitas são reformulações bastante modificadas do que foi a experiência original, quando não totalmente inventadas recentemente e legitimadas numa leitura particular de livros sagrados e do passado histórico das nações.

[7] Obviamente não estou me referindo a culturais tribais.

[8] David L. Miller, The New Polytheism: Rebirth of the Gods and Goddesses (New York: Harper and Row Publishers, 1974). Laurel C. Schneider, Beyond Monotheism: A Theology of Multiplicity. London: Rout-ledge, 2008.

[9] Isto por autores com visões políticas muito diferentes, como Alain de Benoist,  Salvatori Tanoli,  e Gianni Vattimo.

 

 

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