LGBT NO MUNDO CORPORATIVO

What LGBTI expats need from?
Mirian Moeller, Jane Maley and Ruth McPhail
(25/11/2017) – BBCNews

 

Cresce rapidamente o número de empresas que assinam com seus empregados contratos internacionais para trabalhar em diferentes países. Desde 2000, esse tipo de contrato de trabalho aumentou em 25%, e até 2020, tendem a 50%. Levando-se em conta que a parcela da população global adulta de homossexuais é estimada em 10% a 20%, as empresas deverão se preparar para lidar com questões específicas relativas a esses funcionários. De acordo com a empresa de negócios internacionais BGRS, Rússia, Nigéria, Arábia Saudita e Indonésia, por exemplo, são alguns dos destinos desafiadores, uma vez que advogam pela punição aos homossexuais, algumas vezes até com pena de morte. Outros países, como Brasil, Índia, China, México, Turquia demonstram menor “sensibilidade” à questão da homossexualidade.

Por exemplo, o local de destino pode recusar visto ao cônjuge do empregado se o casamento entre pessoas do mesmo sexo não for legalizado naquele país. Além disso, o acesso ao sistema de saúde e a outros benefícios também podem ser prejudicados.  Há também problemas relativos ao ambiente de trabalho, que pode ser mais hostil aos LGBT, dificultando o próprio avanço na carreira. Em termos de relações sociais, conhecer e encontrar parceiros, em certos casos, tornar-se até arriscado. Levando tudo isso em conta, a experiência de trabalhadores LGBT em contratos internacionais pode ser frustrante e solitária.

As empresas multinacionais têm duas alternativas frente a esse problema: fechar os olhos para os desafios encontrados por trabalhadores LGBT e, consequentemente, terem que lidar com retornos prematuros e arcar com prejuízos, ou tomar partido compreendendo os desafios e concentrando esforços em apoiar trabalhadores LGBT em suas experiências internacionais. Empresas que trabalham diretamente com pessoas têm o dever de lhes assegurar dignidade, respeito e igualdade no ambiente de trabalho, tendo capacidade de exercer um papel crucial no processo de mudança de mentalidade social e abertura de espaço para a diversidade (em todos os sentidos) no contexto atual de globalização.

 

SAIBA MAIS

Filme – Filadélfia (Philadelphia. Drama)
Direção: Jonathan Demme
(1994) EUA

O filme conta a história de um promissor advogado (Tom Hanks) que é demitido após descobrirem que ele é portador do vírus da AIDS. A partir daí ele começa a lutar por seus direitos (sobretudo a assistência médica), enquanto a doença avança. Sua defesa é feita por um advogado homofóbico e negro (Denzel Washington). O filme foi um marco à época, quando a epidemia de AIDS ainda se espalhava e a questão dos direitos civis dos portadores do vírus teve que ser discutida e estabelecida. Essa discussão implicava em reconhecer que os gays não eram “criminosos de alguma forma” e, portanto, era ilegal negar os seus direitos.

 

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