HISTÓRIA LGBT NO BRASIL

 

Histórico da luta de LGBT no Brasil
Regina Facchini
Conselho Regional de Psicologia – São Paulo

O movimento LGBT ganhou força na mesma época em que outros grupos minoritários e historicamente discriminados, como negros e mulheres, lutavam por direitos civis e políticos (décadas de 1950 e 1960).

No Brasil, no contexto da ditadura militar, o movimento LGBT compartilhava do espírito libertário e rebelde presente no movimento estudantil, mas apenas no final dos anos 1970, no contexto da abertura política, a temática da homossexualidade passou a ser discutida do ponto de vista da organização dos indivíduos para lutarem pelo direito de serem, fazendo ruir a divisão entre as esferas pessoal e política. Nesse momento, nos Estados Unidos, o Dia do Orgulho Gay já havia sido criado.

Existem – para a autora – três “ondas” nessa história:

  1. A primeira estava ligada às questões políticas dos anos setenta, ou seja, tratava-se de definir se o movimento dos homossexuais era “reformista ou revolucionário”;
  2. A segunda, a partir dos anos oitenta e sob o impacto da AIDS, quando o movimento buscou melhorar a imagem dos homossexuais a fim de reduzir o estigma social que a doença acentuou;
  3. A terceira, atual, na qual o foco é lutar por “direitos iguais, nem mais, nem menos”.

À medida que as discussões sobre orientação sexual e identidade de gênero ganharam visibilidade, novas formas de sexualidade ganharam destaque criando uma “sopa de letrinhas” para identificar o movimento. Tal fenômeno traz à luz especificidades de cada grupo, diferentes formas de discriminação, e, portanto, diferentes necessidades e focos de luta.

 

Movimento LGBT e Partidos Políticos no Brasil
Gustavo Gomes da Costa Santos
(Jan.–Jun. 2016) Contemporânea – Revista de Sociologia  UFSCAR

“O presente texto foi um esforço de elaborar uma radiografia de como a questão dos direitos LGBT tem sido absorvida pelos partidos políticos brasileiros nas últimas três décadas.(…)

Esta maior pluralização da representação política de LGBT aponta para um traço característico das políticas sexuais no Brasil: não há uma equivalência direta entre as clivagens partidárias e a defesa nos direitos LGBT. Embora haja uma tendência de membros de partidos de esquerda a apoiarem mais a causa LGBT (dada à vinculação histórica do movimento LGBT com a esquerda partidária, principalmente com o PT), observa-se que vários membros de partidos de “direita” e de “centro” tanto votaram a favor de propostas de legislação favoráveis a LGBT quanto apresentaram propostas de leis favoráveis a este segmento da população. Neste sentido, a vinculação religiosa dos parlamentares, majoritariamente daqueles que fazem parte da Frente Parlamentar Evangélica (FPE), parece ser mais relevante para explicar a oposição à extensão de direitos aos homossexuais. No Brasil, a clivagem religiosa tem um papel fundamental para pensar os direitos LGBT, já que as chamadas “questões morais” (aborto, descriminalização do uso de drogas e casamento entre pessoas do mesmo sexo) agregam os diferentes setores religiosos em oposição ao movimento LGBT. A maior participação de LGBT nos partidos políticos, não só por meio dos setoriais LGBT vinculados às estruturas organizacionais, mas também por meio das eleições, e a maior presença de suas reivindicações na política institucional, desponta como uma das principais transformações vivenciadas pela política brasileira neste princípio de século.”

O ensaio acima apresenta diversas tabelas demonstrando como os partidos políticos brasileiros se comportam frente à temática LGBT.

 

A tabela abaixo revela que indiscriminação e violência andam juntos, sobretudo se não há educação para o respeito à diversidade sexual

Mortes LGBT ao ano

 

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